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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Motive-se!


Tanto no esporte, como na vida cotidiana, ao considerarmos a motivação como energia psicofísica que dá intensidade a nosso esforço para atingirmos nossos objetivos, podemos dizer que este é o fator de nossas vidas que dá início, dirige e integra nosso comportamento. Portanto, tudo aquilo que fazemos, com menos ou mais intensidade, do início ao fim da atividade depende do nosso nível de motivação.
A qualidade dessa energia – motivação – tem duas origens: intrínseca e extrínseca.
Motivação intrínseca
A primeira, motivação intrínseca é chamada também de pessoal ou inconsciente visto que essa representa o desejo interior para atingir algum objetivo ou satisfazer determinada necessidade. É a força psíquica que todos nós possuímos que nos leva empenharmos em uma atividade por vontade própria sem termos exata consciência daquilo que acontecerá na prática. Isso explica o motivo de escolhermos praticar um esporte, por exemplo, sem sabermos exatamente o porquê dessa escolha, mas não resistimos à atração e vamos em busca de algo que nem imaginamos direito o que é. Pergunte a um garoto futebolista, por que ele gosta de futebol, possivelmente você terá uma resposta lacônica do tipo: “Por que eu gosto!”.
Motivação extrínseca
A motivação extrínseca, por outro lado, é caracterizada por fatores externos, e é reconhecida também como motivação ambiental ou consciente. São fatores com conteúdos objetivos representados no esporte, por exemplo, por troféus, elogios, bolsas de estudo, equipamentos adequados, bom programa de treinamento e salários. Para todos esses fatores terem seus efeitos motivacionais pretendidos é necessário considerar a avaliação subjetiva daquele que está envolvido na atividade. Assim, aquilo que pode ser muito motivante para uma pessoa para uma segunda pode não ter o mesmo impacto. É por isso que não existe música ou equipamento motivador, o que existe é uma tendência motivadora.
Ao avaliarmos a tipologia da motivação descrita acima, é notório que a interação dos fatores pessoais (motivação intrínseca) e fatores ambientais (motivação extrínseca) é que compõem um bom nível de comportamento motivado. Como “matéria-prima” ou base da motivação, a parte intrínseca é pré-requisito para qualquer ação, no entanto a parte extrínseca é fundamental no sentido de auxiliar a manter o comportamento motivado.
Dessa forma, na prática de exercícios físicos e esportes, os fatores da motivação extrínseca necessitam ser valorizados e utilizados adequadamente pelas pessoas envolvidas como treinadores, pais e dirigentes, pois podem colaborar na manutenção e na modificação positiva do comportamento dos atletas. Esses, portanto, não podem depender unicamente de fatores internos para se motivarem a treinar durante longas horas.
Nesse pensar, imaginemos um atleta de natação que se submete a várias sessões de treinamento diariamente. Além de estar intrinsecamente motivado, fatores externos como o reconhecimento da família, da escola, estrutura de treinos e auxílio ou patrocínio financeiro o auxiliariam a manter o comportamento motivado para o rendimento. Por outro lado, quando alguém é submetido a um programa de exercício físico e/ou esportivo um bom nível de motivação está associado diretamente com a compatibilidade entre a dificuldade da tarefa com a capacidade pessoal do praticante.
Em conseqüência, quando o desempenho é demasiadamente fácil, produzirá tédio nos praticantes. Quando o nível de exigência é muito alto, teremos como resultado um comportamento ansioso. No entanto, quando o desempenho é determinado por um ritmo compatível (equacionado!) de complexidade, há um caráter de novidade presente em questão que estimula a melhoria do rendimento. É desejado então, buscar uma complexidade facilitadora das tarefas nas atividades para produzir motivação.
Em resumo:
Tarefa fácil: tédio
Tarefa difícil: ansiedade
Tarefa equacionada: motivação
Um dos fatores responsáveis pela manutenção de um nível ótimo de motivação é a capacidade psíquica das pessoas para a realização da tarefa ou do treinamento proposto (atletas, no caso do esporte e demais pessoas no caso do exercício físico). A capacidade para a execução de uma tarefa é verificada na medida em que a atividade a ser realizada é mantida por um determinado período de tempo. Nessa capacidade psíquica para a tarefa, há os fatores intervenientes externos (estrutura informativa das tarefas a serem realizadas e as características do meio de convivência) e internos (nível de desempenho, estabilidade emocional e características individuais).
Outro fator que deve ser considerado fundamental é o nível de prazer que a pessoa usufrui praticando determinada atividade. O desenvolvimento do prazer certamente levará a pessoa (atleta ou praticante de exercícios físicos) a melhor suportar o processo de treinamentos, conseqüentemente um melhor rendimento será observado. A melhoria constante desse rendimento aumenta a percepção do nível de conquistas pessoais e leva o atleta a obter um maior nível de fatores intrínsecos e extrínsecos da motivação.
Para uma ótima motivação a fim de melhorar o rendimento nos programas de treinamento esportivo e exercícios físicos aconselho seguir os seguintes passos:
1) Ter a clara percepção que seu esforço é produtivo. Ou seja, sua dedicação à atividade vale a pena;
2) Manter sempre uma ótima concentração na tarefa. Quanto melhor concentrado maior é a tendência de se manter motivado;
3) Estabelecer objetivos claros de desafios e compatíveis com a capacidade psicofísica pessoal;
4) Desenvolver autocontrole. Tanto no aspecto de controle da excitação emocional como no controle de execução da tarefa, em outras palavras dominar a exigência motora com calma.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A importância da alimentação pós-treino

Atualmente existem diferentes formas de se aumentar os resultados do treinamento. Mas qual é a mais adequada?
Os resultados do treinamento são frutos de um tripé composto principalmente por treino, repouso e alimentação. Aqui nos cabe falar do terceiro ponto, a alimentação, que é o combustível para o nosso esforço. Para aproveitar ao máximo as substâncias dos alimentos devemos aliá-las ao treino. A simples adoção dessa estratégia, por exemplo, possibilita ganhos para o atleta, antes mesmo que ele precise consumir suplemento alimentar, ou então parta para um aumento excessivo no treino. E os ganhos positivos podem aumentar ainda mais quando comemos corretamente após o treino, na fase de recuperação de nosso organismo.
Em estado normal, por exemplo, o nosso corpo libera na corrente sangüínea os hormônios necessários para o aproveitamento correto de carboidrato e proteína. É importante saber que essa é a fase anabólica do nosso organismo caracterizada pela construção muscular e pelo estoque de glicogênio.
Quando acabamos de fazer atividade física esse quadro se inverte e o organismo passa a quebrar os substratos para a obtenção de energia. Essa fase é conhecida como catabólica. E para se obter resultados positivos, essa segunda fase deve ser reduzida ao máximo para voltar rapidamente à fase anabólica. Mas na prática como se deve fazer isso?
A regra número um para TODO e qualquer atleta (seja de modalidade aeróbia ou anaeróbia, seja ele de alto nível ou muito iniciante) é a de se alimentar imediatamente após o treino para minimizar a duração da fase catabólica. Isso porque o corpo requer energia e aproveita melhor a energia consumida em um período de até aproximadamente 60 minutos pós-atividade física. É nesse período, podemos chamá-lo de “oportuno”, que devemos ingerir carboidrato (prioritariamente) e proteína.
Esse consumo deve ser feito na proporção de aproximadamente 3:1. É justamente esse consumo imediato de nutrientes adequados que reduzirá o catabolismo e aumentará os benefícios do treino.

Fontes de Carboidratos: Pães, massas, biscoitos sem recheio, frutas, bebidas esportivas, sucos…
Fontes de proteína: Carnes magras, frios (peito de peru e queijos), barras de proteína, derivados de leite…

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Spinning: detonador de calorias

Descubra como deixar a aula ainda mais eficaz
Por Christina Biltoveni

6 Maneiras para turbinar suas pedaladas
Professores revelam: atitudes simples, mas muito eficientes, podem melhorar a performance e proporcionar mais segurança durante uma sessão de spinning
1. Usar freqüencímetro

Esse aparelho serve para monitorar a freqüência cardíaca durante a atividade física. “Assim, fica mais fácil queimar gordura, porque o equipamento mostra se você está abaixo ou acima da chamada zonaalvo, deixando o treino eficaz”, explica o professor Anderson Dias, da Cia. Athletica, em São Paulo. Algumas mulheres fazem spinning com o objetivo de emagrecer e não conseguem perder peso porque pedalam numa freqüência muito baixa, não conseguindo atingir a zona de treinamento para queimar gordura.
2. Calçar sapatilha

A bicicleta de spinning tem um firma-pé para prender o tênis, mas usar uma sapatilha especial, a mesma utilizada por ciclistas profissionais (à venda em lojas de artigos esportivos), pode melhorar – e muito! – a sua performance. “Esse calçado tem solado duro, o que garante a transferência da força da perna direto para o pedal, sem desperdício de energia”, afirma Anderson. “Se você fizer a aula usando um tênis, que tem a sola mais macia, a tendência é forçar o arco do pé. Isso pode causar desconforto ou até uma inflamação”, completa Laerte Sapucahy, da A!Body Tech, no Rio de Janeiro.
3. Respeitar o cronograma das aulas

Periodização é como os professores chamam a programação das aulas. “Há sessões de montanha, em que você faz bastante força para trabalhar os músculos das pernas; as chamadas endurance, que priorizam a perda de gordura; e os treinos intervalados, para ganhar fôlego e melhorar o condicionamento físico”, diz Anderson. Ou seja: as aulas não são sempre as mesmas. Por isso, dá para pedalar todos os dias em intensidades diferentes.
4. Utilizar banco de gel ou bermuda acolchoada

Como você pedala sentada em vários momentos da aula, o bumbum costuma doer. Afinal, o banco da bike de spinning é bem estreito. Uma capinha de gel que encaixa no banco ou uma bermuda com proteção extra no bumbum são dois recursos que proporcionam mais conforto durante as pedaladas. “Muitas vezes, a aluna desiste não pelo exercício em si, mas pelo incômodo. Com esses acessórios, você consegue pedalar por mais tempo”, garante o professor Giba Ambrogi, da academia Bio Ritmo, em São Paulo.

5. Hidratar o organismo

Uma garrafinha com água ou isotônico vai ajudá-la a manter um bom rendimento. “O isotônico, além de evitar a desidratação, tem sais minerais e carboidratos, que auxiliam na reposição de energia, evitando a fadiga. Mas lembre que a bebida é calórica e quem quer perder peso não deve abusar”, revela Carlos Simeão Júnior, especialista em nutrição. Algumas alunas tomam gel de carboidrato. “O ideal é diluí-lo em água, porque a alta concentração pode levar a uma absorção mais lenta do nutriente e aí você não tem qualquer benefício.”

6. Manter uma toalha por perto

É sempre bom deixar uma toalhinha de mão pendurada na frente da bike. “Muitas mulheres transpiram bastante e é importante secar as mãos. Do contrário, elas podem escorregar no guidão durante a aula”, alerta o professor Ricardo Azuma, da academia Competition, em São Paulo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Alongamento na musculação

Bike Indoor

Neste feriado 12/10 tivemos uma aula especial de bike indoor!!! Estava bom demais!!



Fábio Gianolla, Renato e Jéssica Mansur, Profª Marcia Domingues, Camila Pagliato, Monika Fidellis, Juliana Ferrari e Betina Latuf.

Parabéns Profª Marcia pelo seu trabalho!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Correr não é para qualquer um

Estamos cansados de ouvir que a corrida é o esporte mais simples do mundo: basta colocar os tênis, ou nem isso, e sair a flanar por aí. Eu estou cada vez mais convencido de que não é bem assim: a corrida envolve riscos e é preciso se precaver contra eles. Para produzir o texto, conversei com vários especialistas em medicina esportiva e exercício.
O doutor Nabil Ghorayeb, chefe da cardiologia do esporte do HCor e do Instituto Dante Pazzanese, diz que “a liberação universal, segundo a OMS e a World Heart Federation, é para caminhadas diárias. Quanto às corridas, deve-se fazer uma avaliação cardiológica dirigida à pratica esportiva”.
Ele adverte: “Façam a seguinte comparação: para viajar de carro, o veículo  necessita de revisão mínima. O corpo humano é igual, atividades físicas não previamente preparadas ou treinadas podem desencadear arritmias cardíacas, insuficiência respiratória, elevação anormal da pressão e, se houver alguma doença não sabida, ela poderá se manifestar de modo agudo e grave”.
O ortopedista Wagner Castropil é também enfático: “Como especialista de medicina esportiva, acho que a corrida definitivamente não é para qualquer pessoa. Pelo maior índice de impacto, os indivíduos acima do peso (e aí incluiria aqueles com IMC maior que 28-29) não deveriam correr. Não é só isto, mulheres muito abaixo do peso corporal (IMC abaixo de 19) podem não ter a musculatura adequada para absorver os impactos da corrida.”
Mas ninguém precisa ficar parado: “Se o indivíduo está muito acima do peso, começar com uma caminhada enquanto reduz o peso corporal e depois introduzir a corrida progressivamente em blocos de um a dois minutos intercalando com caminhadas”.
Escrito por Rodolfo Lucena

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Oito mitos sobre a prática de exercícios físicos

Publicado em 18/8/2011 por Laura Tavares
Você sabe que o treino funcionou se sentir dores no dia seguinte
"A dor que sentimos nos primeiros dias de treino está associada ao novo estímulo a que nosso corpo foi submetido, mas a sua persistência pode indicar que os exercícios têm sido feitos de maneira incorreta", explica o personal Adriano.

Essa sensação é normal na primeira e até na segunda semana de
treino, mas a sua constância não faz sentido após a aquisição de um condicionamento físico regular. Posteriormente, como o aumento da intensidade dos exercícios ou mesmo com a mudança da atividade, elas podem voltar, mas, novamente, por um curto período de tempo.
Fazer abdominais queima a gordura da barriga
"Todos os exercícios localizados têm como função trabalhar uma musculatura específica e não a queima de
gordura", aponta Adriano Coronato. Assim, quando fazemos abdominais, estamos apenas contraindo e relaxando os músculos do abdômen. Para eliminar a gordura, a melhor solução é investir em exercícios aeróbicos.

O profissional ainda acrescenta que um abdômen desenvolvido contribui para a melhoria da postura, uma vez que quem não apresenta essa região do corpo trabalhada realiza uma espécie de compensação dos esforços físicos com a lombar.
O treino rende mais se for feito com o corpo envolto em plástico ou agasalhos
Não é porque você sente mais calor ou transpira mais que está fazendo o treino render mais. Segundo o personal, isso significa apenas que a perda de
água - e não de gordura - está sendo maior. Mesmo que os ponteiros da balança evidenciem um singelo aumento na perda de peso, ele será recuperado assim que a pessoa se hidratar.
É ruim beber água durante a prática de exercícios
De acordo com Adriano, é fundamental hidratar-se durante a prática de exercícios. Afinal, você perde água e nutrientes enquanto malha e, certamente, eles não são os responsáveis por você estar na academia. Além disso, o consumo de água está associado a uma maior resistência muscular, à regulação da temperatura corporal e à prevenção de
cãibras. "Em treinos puxados, é recomendada a ingestão de 500 ml de água ou de algum isotônico a cada meia hora de exercícios", explica.

O personal ainda complementa que, em treinos de curta duração, a pessoa pode até esperar o término da atividade para beber água, mas, no caso daqueles de longa duração, torna-se necessária a hidratação durante o treino com água e isotônicos, que também irão repor os sais minerais perdidos.
Musculação engorda
Ganhar
peso não significa engordar. Quem malha fica mais pesado porque está ganhando massa muscular, e não gordura. Como esclarece o personal, há uma mudança positiva da composição corporal: você perde medidas sem necessariamente perder peso. O profissional também ressalta que não adianta investir em um treino de musculação e não equilibrar a dieta. Quem tem uma alimentação desregrada, que excede o número de calorias que o treino é capaz de queimar, naturalmente irá engordar.
Fazer exercício de curta duração não traz benefício
Para praticarmos exercícios, precisamos de energia, cujas fontes estão estocadas em nosso corpo sob três formas: creatina fosfato (consumida prioritariamente no primeiro minuto de treino), glicogênio (consumido prioritariamente entre um e 30 minutos de treino) e gordura (consumida prioritariamente após os 30 minutos de treino).

Em outras palavras, esses três "combustíveis' são queimados simultaneamente durante o treino, mas, como há uma preferência do corpo em utilizar mais um do que outro, algumas pessoas entendem que só valeria a pena se exercitar se a atividade durasse mais do que 30 minutos. Para perceber como é equivocada essa ideia, o personal Adriano conta que um treino forte de 20 minutos queima mais gordura do que uma
caminhada lenta de uma hora. Por isso, o tempo é importante, mas não define tudo.
A natação é o esporte mais completo que existe
Não existe um esporte que seja mais completo que outro. Cada modalidade é adequada a determinado tipo de pessoa e será mais indicada dependendo do objetivo de quem treina. Alguns querem queimar gordura, outros desejam ter um corpo definido e há aqueles que praticam esportes, sobretudo, pelo bem-estar e convívio social que ele proporciona. O importante é se permitir experimentar diferentes modalidades para, um dia, encontrar aquilo que te traz total satisfação.
Fonte: Minha Vida saúde, alimentação e bem estar
http://www.minhavida.com.br/conteudo/13714-Oito-mitos-sobre-a-pratica-de-exercicios-fisicos.htm?ordem=1#gal